A Queda
É o início da queda
O mar verde refletido na retina
Negra é a sombra que envolve a alma
Há séculos que eu caio
Caio um pouco a cada dia
Vi o mundo nascer e morrer
Vi a história se repetir infinitas vezes
Anos sem conta se passarão
antes que a fria mão do destino
toque meu ser
Sou aquilo que existe
Decair é minha essência
Vi o primeiro homem surgir
E das contrdições de sua história
Vi civilizações surgirem
Vi povos sofrerem
Vi o ultimo homem desaparecer
e com ele se foi minha alegria
Sua dor era minha dor
Á noite ainda ouço seu pesar
Vi seres que rasjejavam
meras imitações do que haviam sido
Vi a lama e o caos
dominarem tudo que existia
Quando eu pensei
Que a queda finalmente cessaria
Que meu corpo inerte
Finalmente tocaria o chão
O vento mudou de direção
O sol de repente brilhou
E vi a esperança
A queda já não mais importava
Parecia que enfim
Minha inútil existência
Encontraria seu fim
Mas foi apenas o prenúncio
de mais tempo de queda
Ainda caio
E no vácuo
(que tudo cerca)
Espero o dia
Em que a queda cessará
E enfim o meu nome
Possa novamente
Ser pronunciado.

